Nota CEII SP #6 [24/04/2016]

Novamente, o coletivo se afastou das leituras. Penso ser vital que o coletivo retome a leitura do texto de Badiou. Lendo o texto, penso que o papel do CEII possui em potência o aspecto deste espaço suprimido pela acadêmica do marxismo e da psicanálise NÃO UNIVERSITÁRIA. Embora, por repetidas vezes, ainda tropeçamos nesse ponto.
Cito Badiou:

As cie?ncias humanas revelavam negativamente a existe?ncia e a efica?cia de disciplinas teo?ricas aute?nticas, das quais elas pretendiam ocupar o terreno e reprimir a forc?a cri?tica: o marxismo e o freudismo. O renascimento dessas duas u?ltimas cie?ncias ocorrendo fora da universidade (em especial, nunca foram comprometidas por nenhum exame), a ideia de uma universidade “paralela” ou “cri?tica”, na verdade politicamente absurda, mas psicologicamente mobilizadora, prosperava. Nesse sentido, e na Franc?a, a importa?ncia dos semina?rios de Althusser ou Lacan na?o pode ser subestimada: na?o tanto pelo conteu?do e pelo pretenso estruturalismo que, segundo alguns, reinava nesses semina?rios, mas pela demonstrac?a?o pra?tica que eles faziam do vazio ronronante e da obedie?ncia lamenta?vel em que caiu a instituic?a?o universita?ria propriamente dita.

Ao meu ver, repetir o utilitarismo acadêmico dentro do CEII é abraçar um pragmatismo capitalista e por certo, perder a radicalidade possível da aposta do seu projeto.

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