NOTA CEII SP #9 [17/10/2018]

O homem agora diante da fragmentação força a matemática a orientar-se para um novo objetivo, com isso, afirmam-se mais uma vez a distância que há entre o discurso e o mundo. A matemática moderna se insurgiu como uma forma madura de cuja objetividade reside no fato de admitir que seus teoremas não sejam capazes de penetrar a realidade garantindo verdades universais como foi outrora. O dado a priori de verdade inquestionável perde-se na gama de princípios colocando-a em seu devido lugar, a saber: na dúvida. Tomado como um amadurecimento viril, a passividade dos teoremas não se torna mais, uma necessidade formal, antes define a relação da matemática com seu processo interior e sua relação com o mundo circundante. De chofre, descortinam-se então seus teoremas abandonados por uma verdade inquestionável. O matemático ironicamente desmitifica seu próprio labor. A objetividade orientada para uma nova relação reside, assim, na perda de crença na transcendência afirmativa entre discurso e mundo. O fato simbólico ganha independência de sua representação e, por sua vez, a suposta representação age da mesma forma. A morte da verdade na matemática admite a tônica moderna, de contrariedade do essencial.

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