NOTA #8 [12/06/2018] (RJ I)

A dança é uma expressão do corpo, que comunica algo. O ato de comunicar com o corpo produz um efeito terapêutico a partir do momento em que você diz algo. No entanto, para haver comunicação deve ter uma reciprocidade entre emissor e receptor. Na dança a dois, existe a quele momento mágico em que o par está em sintonia e flutua na candência da música. O desenvolvimento da expressão do corpo capacidade de comunicar expande a linguagem, descomprimindo a pulsão e a líbido reprimida Nesse sentido que a dança parece ser terapêutica, portanto não consigo compreender como é o retorno do que é dito, a capacidade de se escutar na sua comunicação, sendo que pouco compreensivo a nossa razão que se diz no dançar.

NOTA #3 [19/06/2018] (RJ I)

https://en.wikipedia.org/wiki/Katechon

 

The katechon (from Greekτὸ κατέχον, “that which withholds”, or ὁ κατέχων, “the one who withholds”) is a biblical concept which has subsequently developed into a notion of politicalphilosophy.

The term is found in 2 Thessalonians 2:6-7 in an eschatological context: Christians must not behave as if the Day of the Lord would happen tomorrow, since the Son of Perdition (the Antichristof 1 and 2 John) must be revealed before. St. Paul then adds that the revelation of the Antichrist is conditional upon the removal of “something/someone that restrains him” and prevents him being fully manifested. Verse 6 uses the neuter gender, τὸ κατέχον; and verse 7 the masculine, ὁ κατέχων.

Since St. Paul does not explicitly mention the katechon’s identity, the passage’s interpretation has been subject to dialogue and debate amongst Christian scholars…

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2015/08/1674857-ascensao-conservadora-e-complexo-de-katechon.shtml

Nota CEII SP [07/06/2018]

A tendência do capital em se autovalorizar ainda persiste. A reforma trabalhista mostrou o predomínio da mais-valia absoluta, isto é, através da recomposicao da jornada de trabalho que se compõe de trabalho necessário e de mais trabalho. A ampliação do mais trabalho é condição de reprodução do capital.

Nota CEII SP [14/06/2018]

Isso não quer dizer, simplesmente, dar um salto maior que a perna. Mas, pensarmos se nessa de garantia de subsistência dos membros, porque não sonhamos com algo alto, do tipo uma pós-graduação ceiiana? Porque não criamos uma organização legal (esqueci o nome disso) algo como uma associação e oferecemos cursos de pós-graduação tendo em vista preparar não apenas nós mesmos como agentes ativos, mas também outros que nos procurassem. Enfim, porque não criamos uma cooperativa de ensino e pesquisa?

Nota CEII SP [07/06/2018]

Penso se já não é o momento de nos colocarmos atuantes enquanto uma organização política, por exemplo, é interessante pensar o saldo de nossas ações, interessante ainda proceder num processo de fidelização daqueles que nos procuram. Enfim, pensar algo para além de nossa posição atual.

Nota CEII SP [24/05/2018]

Interessante notar como estamos bem mais engajados nos projetos e como nossas tarefas diárias tem colocado a necessidade de nos engajarmos mais enquanto coletivo. Importante dizer que nesse processo de obrigações, as reuniões do CEII tornaram-se uma necessidade erótica. Fico muito feliz por isso!

Nota CEII SP [14/06/2018]

Sobre psicanálise e suicídio:
“O que se evidencia com o exame das proposições que dão sustentação às práticas preventivas concebidas pela OMS em seu projeto para a prevenção do suicídio (SUPRE), o qual tem dimensões globais, é que o suicídio é um ato não racional e não voluntário. Assim, aquele que comete ou tenta suicídio não quer morrer. Tem-se uma vítima, alguém que é vulnerável a cometer tal ato. Tomando dessa maneira, a vítima deve ser afastada dos riscos para os quais é vulnerável. A inacessibilidade aos meios de cometer suicídio é tida como estratégia preventiva. É a partir dessa concepção que, neste artigo, indica-se, sem desabonar a prática preventiva e seus objetivos, que algo escapa a essa forma de compreensão. É na proporção em que o sobrevivente ou aquele que consumou o ato são tidos como vítimas vulneráveis, pois não querem morrer, que se desprende o que aponta para a causa. A prática preventiva se ocupa, muito perspicazmente, em saber como evitar que esse mal se alastre e faça mais vítimas em todo o mundo. E é nesse ofício que a prática deixa escapar a causa do ato suicida, por negar que ali onde se nomeia uma vítima habita o maior dos riscos. A psicanálise possibilita pensar isso que escapa à prevenção. É pelo repúdio de Freud ao mandamento de amar o próximo que seguimos uma via. Nela, o mandamento “Não matarás”, bem como “Não te matarás” nega o mal que habita intimamente, sendo incapaz de impedir sua existência. O bem se encontra aí no máximo de sua função. Uma via cruel, segundo Lacan, na qual o bem do outro supõe a supressão de sua alteridade radical e que dispõe o bem como uma barreira para não se saber daquilo que está além. É nesse sentido que perfila a ideia de que aquele que se mata não quer morrer. É uma ideia que funciona como lacre sobre um ponto no qual apenas o sobrevivente pode vir a dizer algo, mas que não se faz escutar. O sobrevivente é convidado a calar-se, para seu próprio bem. A ideia que serve de lacre soterra o que Lacan diz na televisão francesa: “se ninguém nada sabe sobre o suicídio é porque ele procede do parti-pris de nada saber” (LACAN, 1993/1974, p.74). Reconhecer a falta de saber como essencial localiza como desafio para a psicanálise, e para seus praticantes, não se furtar diante do tema do suicídio sem que se façam predições em forma de saber sobre algo que é vazio.” (Brunhari, M. V. Darriba, V. A. Não te matarás:suicídio, prevenção e psicanálise. Disponível em: http://www.cbp.org.br/naotemataras.pdf)