NOTA #2 (27/07/16) PR

Um aspecto bastante interessante que surge no Mestre Ignorante é a forma como Rancière demonstra a possibilidade de qualquer pessoa aprender pela livre associação. É bastante claro o exemplo que ele demonstra sobre uma criança que vai aprendendo a descobrir as coisas e promove uma associação entre as ideias, as palavras e as coisas, formando os signos através das conjunções de cada uma das letras e desvendando o significado dos signos pelo associação de ideias e elementos. Não parece ser esse o princípio de todo processo de saber? Aprender a partir da experimentação, da tentativa e do erro?
A exposição por Rancière de como esse processo acontece parece algo bastante essencial para entendermos a possibilidade de emancipação intelectual na ausência de qualquer figura do Mestre.