NOTA #4 [18/03/2020] (RJ I)

Pessoas… Tamos querendo voltar com o grupo de estudos de Lacan… Estávamos lendo o texto “função e campo da fala e da linguagem”… Bem de vagar, comentando ele todo demoradamente… Se vc se sentir inibido de entrar já que já lemos um pedaço, não se preocupe, temos um arquivo com todos os comentários passo a passo no drive…

abraços, de longe, claro…

REFERÊNCIAS 25/03/2020 RJ

Áudio da Reunião: https://anchor.fm/ceii/episodes/Reunio-CEII-RJ-25-03-2020-ebv8ki

DIVULGAÇÃO:

Texto de membro do CEII publicado no LavraPalavra: “Depois de amanhã: o vírus que desperta ao econômico”

Podcast de membro do CEII em Cuiabá: “Estratégias Emergentes” (disponível no spreaker.com)

Subconjunto de Prática Teórica (em inglês) retoma atividades na sexta-feira, 18h, com leitura do livro Lógicas dos Mundos do Alain Badiou

Subconjunto de Leitura de Lacan (em português) quer retomar atividades

Texto “Years and Years: o futuro já chegou?”,escrito em co-autoria com membro do CEII RJ, foi publicado no blog do LEIC (UFRJ).

NOTICIAS:

Domínio do site da Crise e Crítica expirou! Temos até dia 29/3 para renovar, senão custará 70 dólares a recuperação!

Está aberta inscrição na rede de trabalho do Instituto Oficina, para mais informações, entre em contato com a gente pelos números: (021) 98187 8339, (021) 99857 0117 ou (011) 98326 9914

Abertas inscrições para o curso online de introdução ao Zizek!

REUNIÃO REGIONAL:

Marcada quinta-feira à noite reunião das células do CEII no Brasil

Uma das pautas: como se ajudar em tempos de pandemia

Referências:

Teoria:
Os escritos técnicos de Freud (1953)
Kant com Sade (1963)
O avesso da psicanálise (1969)

O problema da transmissão:
Jacques-Alain Miller
Jean-Claude Milner

Clínica:
A invenção do passe

Zizek:

“O idiota sou eu”
Lacan lido através da filosofia do espírito
“Comunismo é o nome de um problema”
Badiou:
O elogio da livre disciplina

Rancière:

O mestre ignorante

Agamben:

Elogio da mediação sem fim

A filosofia do genérico:

Universalismo sem totalização

Sistemas filosóficos através de seus críticos

Marxismo e psicanálise

O comum é impredicativo

NOTA #3 [18/03/2020] (RJ I)

Qual o axioma principal do ceii hoje? É a igualdade como princípio formal? Como se deu o conteúdo dessa forma? Nascido no PSOL, na primazia do socialismo e da liberdade, o ceii – exercitando sua liberdade – rompe com o unipartidarismo em vista de um multipartidarismo ou uma indiferença partidária, para compor como princípio a igualdade e a multiplicidade nas invariâncias? Não há, efetivamente, um conteúdo nessa verdade formal? A filosofia, e suas consequências, dos pensadores iniciais (Badiou, Zizek, Ranciere) do início do ceii não mantém ainda a base do conteúdo? Ou, a transformação da forma no decorrer dos anos forçou a mudança do conteúdo? Há alguma relação disso tudo com a atual crise do ceii? Quer dizer, existe algum conflito entre forma e conteúdo que possa expressar o porquê não se consegue mais, ou pelo menos com a força de antes, extrair mais nada do fracasso ou inexistência do ceii? E quais as determinações da conjuntura atual para essa crise?

E a pergunta mais fundamental, para mim, claro: o que eu vim fazer aqui, no meio da crise do ceii, em pleno governo Bolsonaro?

Essa primeira nota é apenas uma parte do redemoinho de perguntas que um dia pretendo respondê-las a partir do meu engajamento nesse experimento do pensamento que é o ceii.

TR

NOTA #2 [18/03/2020] (RJ I)

Impostores e Inforgs contra o Sujeito cogitante

Começo minha nota pedindo desculpas por não seguir a sugestão de revisitar notas antigas, mas é que durante a reunião, algumas coisas discutidas me levaram a pensar e eu comecei a fazer anotações que, quando percebi, já pareciam ter cumprido com a função de ‘produzir uma nota’. Seguem, portanto, as anotações.
Existe modernamente algum fator que pareça acentuar o fenômeno do impostor? Aquela sensação de não se é bom o suficiente apesar das credenciais oficiais e do reconhecimento dos pares de suas capacidades?Crise do capital cultural — há uma questão econômica que cria um impedimento na capacidade individual de bancar conhecimentos? de afirmar confiantemente que se sabe o suficiente? os sujeitos, mesmo em recortes identitários privilegiados parecem incapazes de se afirmar como sujeitos de conhecimento, como os cartesianos egos cogitantes e senhores de suas próprias ideias.
A complexidade crescente do meio social e, mais especificamente, da dimensão informacional-cognitiva parece estar por trás desse problema em algum grau.Cada vez mais parece faltar a organização do conhecimetno necessária para produzir respostas com legitimidade. Talvez ao mesmo tempo, haja algo da ordem das subjetividades individuais, que parecem sentir uma confusão diante desses excessos informacionais. Um cansaço depressivo generalizado parece se disseminar e solapar a autoconfiança desses sujeitos. Em tempo de crise aguda e crônica da figura do sujeito, talvez uma nova forma de subjetividade seja necessária. Enquanto for necessário posar como senhor autônomo da verdade para se sentir um sujeito de conhecimento legítimo, talvez estejamos necessariamente fadados a nos sentirmos impostores… O filósofo que fez sua carreira trabalhando o conceito de informação, Luciano Floridi, afirma que vivemos a quarta revolução (após a copernicana, darwiniana e freudiana). Como resultado da revolução da informação, podemos enfim perceber que somos inforgs (organismos informacionais) que apenas podem funcionar acoplados a um ambiente (infosfera) onde coabitam inumeros outros agentes informacionais, naturais e artificiais. Enquanto eu quiser ter legitimidade cognitiva como sujeito independente da esfera informacional, estaria eu fadado a me sentir um impostor?
Seria então o sujeito um amálgama de contribuições heterogêneas?
Em determinado momento, uma crítica à tecnocracia se colocou contra a ciência, concebida como uma entidade mais ou menos homogênea e hegemônica que deslegitimava o conhecimento popular. Hoje, em tempos de novos obscurantismos, a valorização do conhecimento coletivo e leigo deve tomar o cuidado de não se pautar em uma minimização do conhecimento sistemático/acadêmico/científico. Parece necessário simultaneamente valorizar o estudo e a pesquisa, os modos sistemáticos de produção de conhecimento legítimo, e os modos pragmáticos, não hegemônicos de conhecimento. Talvez mesmo, em última instância, a questão passe por valorizar as trocas livres e abertas de conhecimento, com modos de produzir sistematizações novas, garantindo uma “arejada” e um clima democrático de trocas entre iguais. A plataforma de igualdade precisa estar sempre sendo produzida de novo e de novo…
Isso me leva, como sempre, de volta à questão da organização… O sujeito que conhece é uma organização e integra uma organização. O conhecimento individual só pode se manifestar como resultado mediado pela agência estrutural-organizacional que acaba por colocá-lo à disposição desse sujeito (não-autônomo, mas interdependente). Talvez o fim dos impostores só seja possível como uma resposta organizacional que gere a plataforma de confiança para os indivíduos que dela participam. Talvez não…

NOTA #1 [18/03/2020] (RJ I)

Acho justo dizer que sempre houve uma crise das pessoas com o círculo. Imagino que tenha havido alguém entre nós para sugerir que o problema da crise atual tem mais a ver com a falta daquela crise. O mal-estar clássico que cada membro expressou nestes anos nunca pareceu ser um problema decisivo à vida do CEII. Sem fazer um elogio do sacrifício pessoal invisível ou ignorado que alguns membros praticaram em nome do círculo ao longo do tempo, acredito que o problema da crise atual indica que o CEII se tornou mais suscetível à disposição das pessoas. Apesar de ser frágil, o círculo nunca pareceu tão carente ao ponto de parecer virtualmente incapaz de sobreviver. 

REFERÊNCIAS 18/03/2020 RJ

Aúdio da Reunião:

Ainda não disponível.

Ata da Reunião:

Crise e Critica

– Crise e Critica vai ser oficialmente separado do CEII.

– Como foi combinado as próximas edições vão usar textos do CEII.

– Demos preferência para criação de iSBN (registro de livro) no momento por conta das várias exigências para criar um Qualis para a revista. Estão procurando uma editora.

EAD

– Estávamos com um plano de liberar os vídeos dos cursos antigos no site ou youtube, porém foi sugerido que antes se ofereça uma chance para os membros que tenham interesse em tutorar uma nova edição do curso.

Instituto

– O instituto está começando a criar a sua rede. No link https://ideiaeideologia.wixsite.com/oficina do futuro site do instituto tem detalhes e o contato dos membros do grupo para interessados.

Notas

– Vou começar a cobrar notas essa semana.

– Na reunião foi sugerido criação de notas sobre textos ou notas do começo do coletivo. Eles estão nos links ou no livro de notas disponíveis abaixo.

Links importantes:

Linha do tempo (Incompleta)

https://docs.google.com/presentation/d/1P8FQv–5aC-JT3doc143OSq5LOInxh2nTZmeRPYMxNQ/edit?usp=drive_web&ouid=100286603173846475148

Livro de notas:

https://drive.google.com/file/d/0B8B9YwwEvCs6NkFYZGc3bWlvNHc/view?usp=sharing

O Lêmingue:

Primeiras notas do CEII:
http://notas.ideiaeideologia.com/2012/06/

Regras sobre a Qualis:

https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=Y2FwZXMuZ292LmJyfHRyaWVuYWwtMjAxM3xneDo3YjM5NzBiZTk3ZDg5M2Mz