NOTA #1 [09/09/2020] (RJ)

Olá, amigos, sigo na preparação para o concurso que vou fazer e isso tem feito eu me ausentar de reuniões do CEII e núcleo 8 de março.
Por isso decidi mandar uma nota sobre conjuntura.

Venho tentando aproveitar o tempo de estudo para escrever sobre os temas que mais me interessam. Em breve darei um feedback detalhado sobre isso pois devo postar alguma coisa no grupo por esses dias.

um abraço a todos.

NOTA #7 [08/07/2020] (RJ)

Eu participo de um grupo de estudos marxista e nessa semana o texto que discutimos foi um fragmento dos Manuscritos Econômico-filosóficos do Marx. Trago a seguir a citação de um trecho que me chamou atenção, intitulado “Um erro duplo em Hegel”:

“O primeiro evidencia-se de maneira mais clara na Fenomenologia, como fonte originária da filosofia hegeliana. Quando ele concebe, por exemplo, a riqueza, o poder estatal, etc., como essências alienadas para o ser humano, isto só acontece na sua forma de pensamento (…). São seres de pensamento e por isso simplesmente uma alienação do pensamento filosófico puro, isto é, abstrato. Todo movimento termina assim com o saber absoluto. É justamente do pensamento abstrato que estes objetos se alienam, e é justamente ao pensamento abstrato que se opõem com sua pretensão à efetividade. O filósofo (uma figura abstrata, pois, do homem alienado) erige-se em medida do mundo alienado. Toda a história da exteriorização e toda retomada da exteriorização não é assim senão a história da produção do pensamento abstrato, isto é, Absoluto (veja-se pag XIII), /XVII/ do pensamento lógico e especulativo. A alienação, que constitui, portanto, o verdadeiro interesse dessa exteriorização e superação desta exteriorização, é a oposição entre o em si e o para si, a consciência e a autoconsciência, o sujeito e o objeto, isto é, a oposição, no interior do próprio pensamento, entre o pensamento abstrato e a efetividade sensível ou a sensibilidade efetiva. Todas as demais oposições e movimentos destas oposições são apenas aparência, o invólucro, a figura esotérica destas oposições, as únicas interessantes que constituem o sentido das restantes profanas oposições. O que vale como essência posta (gesetzte) e a superar da alienação não é que o ser humano se objetive desumanamente, em oposição a si mesmo, mas sim que se objetive diferenciando-se do pensamento abstrato e em oposição a ele.” (MARX, 1978, pg 36)

Esse trecho me chamou atenção por conta do caráter crítico que Marx pensa a dialética hegeliana e a ideia de saber absoluto, mas, entretanto, me parece ser, como em todo o texto, uma crítica um tanto confusa. Marx parece combater o que entende como um excesso de abstração em Hegel, tentando resgatar um núcleo essencial da dialética (no caso aí, o conceito de alienação e a oposição entre em si e para si), caracterizando as nuances dessa contradição como apenas “aparência, o invólucro, a figura esotérica dessas oposições” e é justamente aí que me parece a maior contradição. Marx se mostra preocupado em capturar a essência do pensamento dialético, seu núcleo materialista, e é para isso que tenta chamar atenção, no entanto, quando verificamos segundo o Zizek no texto “Como Marx inventou o sintoma”, em sua efetividade teórica e original, Marx procede quase como hegelianamente no que se refere à analise das mercadorias. Tanto é que chama atenção não para a “essência” da forma-mercadoria, seu caráter oculto e misterioso, e sim, para a própria forma, a maneira pela qual o produto do trabalho humano se transforma em mercadoria. Não sei se consegui tornar meu ponto claro nesta nota, mas me parece que existe uma contradição entre o que Marx diz e critica em Hegel e seu próprio desenvolvimento teórico pessoal, quase como se ele inconscientemente fosse mais hegeliano do que gostaria.

NOTA #8 [05/08/2020] (RJ)

Tenho tantas saudades de estar nas reuniões com os camaradas. Mas infelizmente continuo com meu tempo acupado com a bibliografia do concurso que vou fazer. Hoje, vi que teremos um grupo de estudos do Capital. Em um momento desses em que ando as voltas com os estudos em economia, que eu tanto gostava nos tempos de faculdade, pensei: “preciso encontrar alguma forma de me manter mais próximo do CEII a me limitar ao puro envio da nota.”

NOTA #3 [12/08/2020] (RJ)

Sobre a [url=https://notas.ideiaeideologia.com/nota-6-08-07-2020-rj/][color= rgb(34, 34, 34)]NOTA #6 [08/07/2020] (RJ)[/color][/url], que fala de sofrimento psíquico dos militantes no PCB:
gostaria que o camarada (nesse caso de partido também) comentasse mais sobre isso. Já estou rascunhando algumas coisas aqui, mas seria bom ter uma ideia do estado da arte.

NOTA #5 [19/08/2020] (RJ)

[justify] Na última reunião, discutiu-se um texto, assinado pelo CEII e escrito em 2013, que propunha uma espécie de balanço das Manifestações de Junho. Pelo que entendi, o mote fundamental, para falar de maneira simples e um tanto reducionista, era o de que 2013 foi mais do que a mera expressão de um possível ou suposto colapso da forma-partido – que se expressaria no apego de muitos manifestantes a ideia de um movimento suprapartidário – mas o índice de uma “crise de representação” e, por consequência, tendo em vista nosso ambiente democrático de baixa intensidade, uma crise da própria estrutura política brasileira.
Bom, a questão que eu gostaria de levantar é: é possível a gente tirar algo desse “balanço de 2013” para o próprio “balanço do CEII” em que estamos engajados e que, obviamente, não se faz num vácuo, mas é em alguma medida determinando pela nossa conjuntura? Em outros termos: é possível pensar, hoje, num “balanço do balanço”?
Fiquei pensando em alguns pontos que poderiam ser possivelmente explorados. Por exemplo, em meio a crise de representação que explodiu em 2013, surge a figura insuspeita de Jair Bolsonaro. Seria isso uma contradição? Em meio a uma crise da política representativa, surge uma figura representação tão forte que se tornou qualificativo: hoje se fala em bolsonaristas e anti-bolsonaristas. O que explica Bolsonaro? Ironia curiosa: seu nome sempre aparece nas reportagens da grande mídia seguido de “(sem partido)”. Seria isso indício de que a crise de 2013 foi realmente a da forma-partido e não a dos mecanismos de mobilização política (a representação entre eles) que contrariam a dispersão proto-anárquica que caracterizou o movimento?
Eu acho que não! Eu também aposto, assim como os ceiianos de 2013, na crise de representação. Mas parece que tem caroço nesse angu que a gente precisa entender melhor.

Obs.: na época de criação do SPC eu não consegui participar por falta de tempo, mas tinha pensado em tentar escrever algo relacionando CEII e conjuntura… Talvez eu retome essa ideia.
[/justify]

NOTA #7 [15/07/2020] (RJ)

E se o CEII for a superação da forma-partido? Se a política após a crise da forma-partido precisa pensar como ir além da representação, uma série de respostas parecem possíveis. Se o partido não é bem uma parte de nada, mas um tipo de Excesso, uma coisa com funções para além do jogo representativo ao qual ele a princípio deveria servir, então talvez o partido deva “tomar parte”. Essa é em parte a conclusão do texto apresentado na última reunião pelo +1.

A Política do Excesso é uma ideia interessante. O excedente não tem bem uma função, o espaço que ele ocupa (ou que cria) é um espaço sem fim. Fazer política pelo excesso seria também fazer política que inverte a relação meios e fins, é fazer política por fazer, se organizar porque sim, porque talvez essa atividade já seja em si positiva para os organizandos. Se não há um grande evento no final, mas talvez o evento já seja o compromisso dos membros com uma organização, então o CEII é consequência de um evento já ocorrido. O CEII como organização sem fim, sem partido, sem identidade. Ou talvez como a organização do excesso, que se identifica com/pelo excesso d alógica de representação. Modula sua identidade pelo amálgama de questões, problemas, pautas trazidos pelos seus membros. CEII é seu próprio +1, aquilo que aparece meio a mais em relação à lógica que o estrutura. Somos todos nós membros e mais essa pessoa aí, esse tal de Círculo, que de algum modo parece nos envolver.

Obrigado pelo excesso, CEII. Nem te conheço e já te considero pacas.

NOTA #10 [24/06/2020] (RJ)

[color= rgb(3, 0, 5)]Projeto de Mini-curso de Economia Política Internacional para o IOE[/color]

[color= rgb(3, 0, 5)]Queridos amigos do CEII, estou estudando para um concurso público na minha área original de formação em Relações Internacionais/Economia Política Internacional. Tem sido de fato uma experiência gratificante este retorno aos meus estudos nesta área depois de um longo período na Filosofia principalmente porque tenho estado as voltas com a área que eu mais gostava de estudar na época de graduação que é o campo de Economia Política Internacional. Nesse sentido eu gostaria de aproveitar esse embalo pra pensar na possibilidade de desenvolver um mini-curso sobre o assunto.[/color]
[color= rgb(3, 0, 5)]Eu posso desenvolver um programa básico de estudos sobre o tema, mas acho que seria mais interessante tentar fazer isso no âmbito do IOE para contribuir com o projeto. Por isso gostaria de saber a opinião de todos.[/color]

[color= rgb(3, 0, 5)]Ainda estou botando no papel de uma forma mais “amarrada”, mas já adianto aqui pra vocês o que eu pensei em desenvolver:[/color]
[color= rgb(3, 0, 5)]Pensei em seguir o um formato já foi desenvolvido por alguns camaradas do CEII de um Mini-curso em 4 aulas.[/color]

[color= rgb(3, 0, 5)]1º módulo: Aspectos introdutórios[/color]
[color= rgb(3, 0, 5)]-o campo e seu objeto de estudo.[/color]

[color= rgb(3, 0, 5)]2º módulo: Apresentação das tradições teóricas clássicas:[/color]
[color= rgb(3, 0, 5)]-Mercantilismo/Nacionalismo[/color]
[color= rgb(3, 0, 5)]-Liberalismo[/color]
[color= rgb(3, 0, 5)]-Marxismo[/color]

[color= rgb(3, 0, 5)]3º módulo (Dívidido em duas aulas a princípio): A Agenda de pesquisas contemporânea.[/color]

[color= rgb(3, 0, 5)]-O debate sobre estabilidade hegemônica.[/color]
[color= rgb(3, 0, 5)]- Globalização e a expansão do capitalismo[/color]
[color= rgb(3, 0, 5)]-Desenvolvimento X Subdesenvolvimento e a crítica de Prebisch[/color]

NOTA #4 [19/08/2020] (RJ)

“Repudiamos todos os idealismos, misticismos etc. que preferem uma Forma ao próprio homem. Mas a questão se torna verdadeiramente angustiante quando se trata de uma Causa que serve autenticamente ao homem. É por isso que o problema político stalinista, o problema da relação do Partido com as massas de que ele se serve para servir a elas, está no primeiro plano das preocupações dos homens de boa vontade.” (Simone de Beauvoir, “Por uma moral da ambiguidade”, p. 117)