NOTA #6 [17/06/2020] (RJ I)

Às vezes, e eu juro que é só às vezes, eu fico fantasiando como seria morar nesses lugares monótonos tipo a Nova Zelândia, onde nada parece acontecer. O interessante é que logo em seguida eu penso que se eu fosse neozelandês, estaria fantasiando como seria o agito de morar num lugar cheio de tretas como o Brasil. A velha história de Chuang Tzu que sonha ser borboleta ou da borboleta que sonha ser Chuang Tzu.

NOTA #8 [10/06/2020] (RJ I)

Diante do recente espetáculo com o natimorto “ministro” Decotelli, percebi o quanto é difícil produzir uma representação mental do quão ridículo é o governo Bolsonaro. É tipo tentar imaginar o que seria o 1,2 trilhão que o governo – o mesmo que afirma aos quatro ventos não ter dinheiro pra pagar a renda básica emergencial – planeja injetar no mercado pra salvar os bancos dos efeitos da pandemia. A dimensão do ridículo e dos trilhões é demais pra minha capacidade de abstração… E talvez essa seja justamente a sua grandeza.

NOTA #13 [03/06/2020] (RJ I)

Partindo da discussão do último encontro sobre a relação entre Responsabilidade e Complexidade na organização social e a possibilidade de se pensar hoje em projetos sociais que unam os dois, eu gostaria de propor que, dadas as condições atuais, a Hipótese Comunista = Hipótese da Complexidade; ou seja, que apenas um projeto utópico-científico-experimental (ou o que seja), amparado pela ideia do comunismo, pode resultar na formação de uma organização social funcional altamente complexa e, ao mesmo tempo, com capacidade de regular a produção e distribuição equitativa (mas não necessariamente igual) de recursos. A hipercomplexidade social demanda autonomia e capacidade de autodeterminação das partes co-presente com a integração e interatividade entre as partes e destas com o todo que compõem; assim como o comunismo, como projeto, determina este estado de dialética entre coletividade-individualidade (que maximiza o desenvolvimento de ambos) como ideal a ser atingido.
Em favor do Círculo do Comunismo Complexo, CCC!

NOTA #3 [24/06/2020] (RJ I)

“O filósofo idealista é um homem que, quando toma um trem, sabe desde o início a estação de partida e a de chegada, a origem e o fim do trajeto, assim como conhece a origem e o destino do homem, da história e do mundo.
O filósofo materialista, por outro lado, é um homem que sempre toma um “trem em movimento”, como os heróis dos westerns estadunidenses.”

NOTA #5 [17/06/2020] (RJ I)

“Que filosofia retomou, pois, na história da filosofia, a tese de que o Desvio era
originário e não derivado? É preciso avançar ainda mais. Para que o desvio dê
lugar a um encontro do qual nasça um mundo, é necessário que ele dure, que não
seja um “breve encontro”, mas um encontro durável, que se torna, então, a base
de qualquer realidade, de qualquer necessidade, de qualquer Sentido e de qual-
quer razão.”

NOTA #10 [03/06/2020] (RJ I)

Gostaria de relembrar nesta nota o post do camarada Dennis sobre DAO’s (Descentralized Autonomous Organizations). Esse tipo de organização autônoma descentralizada se caracteriza por tecer redes de colaboração On-line em torno de um objetivo em comum onde a tomada de decisões se dá por uma complexa dinâmica de votos cujo resultado está submetido ao algoritmo construído pela própria  coletividade da organização. Esse tipo de organização opera em redes de blockchain da Ethereum.