NOTA #1 (03/08/16) PR

A capacidade de aprendizagem pela livre associação e pela própria auto-instrução por meio da experiência que Rancière parece nos apresentar traz uma importante contribuição para o engajamento e a organização interna do Círculo. Isso porque parece justamente fundamentar a proposição de um princípio da igualdade que permite com que não haja qualquer tipo de hierarquia de saber dentro do CEII. Como “não há um ignorante que não saiba um punhado de coisas”, todos ocupam uma posição de igualdade enquanto ocupantes de uma posição de “não-saber” que, paradoxalmente, é também uma posição de saber (justamente pela ciência do desconhecimento). Se saber que não se sabe alguma coisa já é saber algo. E essa é uma condição importante para reconhecer todos os membros do Círculo como potência latente. Por isso não devemos ter medo de errar e nem de arriscar; o Círculo é um espaço de construção.

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