NOTA #1 [23/09/2020] (RJ)

Em tempos de espectativas decrescentes, fazer circular a sensibilidade me parece ser um exercício político de extrema importância em que se recorre à mais desimportante das atividades humanas, algo como recorrer ao desnecessário para confrontar a necessidade. Quando, no âmbito das artes, p. ex., encontramos as mais absurdas construções narrativas há, na verdade, um convite sob a forma de abismo, um chamamento para abraçar a impossibilidade enquanto tal, porque talvez essa forma-vazia seja a única coisa que ainda sustenta a possibilidade de novas formas latentes na força da imaginação política.

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