NOTA #1 (24/08/16) PR

Será que um dia poderemos todos chegarmos a um nível de auto-consciência e emancipação intelectual que nos permita compreender que o mundo é uma infinita teia de inquantificáveis relações? Compreenderemos que um indivíduo somente pode existir como limite da infinita finitude do outro e apenas por mediação do reconhecimento dele e vice-versa? Pensar o mundo dialeticamente implica aceitar que não há, em última instância, qualquer diferença substancial irreconciliável, mas que o Todo é o Um, e nós e todos os elementos do mundo somos apenas a Multiplicidade do Universo. Somos partes do Todo, Múltiplos do Um. Nós somos os “nós” das cordas que formam o Real. Acho que isso constitui um pouco do aspecto implícito na ideia de igualdade de inteligências. E um dos axiomas dos quais podemos partir pra nos permitirmos a verificação dessa ideia.

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