NOTA #11 [27/05/2020] (RJ I)

De acordo com a última reunião, a partir da base teórica do CEII em Badiou, Ranciere e Zizek, estamos numa organização preocupada com um novo tipo de Comunismo, especificamente um Comunismo Sem Organização, Sem Estado, Sem Militante. O que implica esse compromisso? Fazer uma política caracterizada negativamente pelo que ela não tem. Não tem uma organização hierárquica que supõe a maior capacidade ou inteligência de uns membros em relação a outros. Não tem um Estado de coisas configurado e estabilizado que sufoca a capacidade de subverter o status quo, de produzir o novo, novas ideias que reconfigurem o campo do pensamento e ação. Não tem Militante, não tem uma preocupação essencial com identidades ideológicas, mas com um modo de fazer política.
São muitas coisas para não ser de modo a ser ceiiano (ou um comunista do ‘séc xxi’). Mas isso lembra a definição do Marx de política comunista como aquela sem interesses, princípios ou partidos particulares. Será que quanto menos ‘marcadores’, mais próximos estaremos de um comunismo como política completamente genérica (no sentido do remédio genérico que serve ao povo como o mais acessível)?

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