NOTA #11 [31/03/2015] (RJ)

Diante do sublime comentário o camarada 089 sobre o Thomas Piketty, restou-nos uma pergunta: como é possível um livro fazer e trazer tantas questões ao de ele estar sendo onipresentemente discutido?

Dessa complexa teia de fundamentos, podemos elencar alguns motivos/palpites para o seu Sucesso (que vão dos mais simples e engraçados aos mais desdobrados):
Comentários da primeira natureza:
a) o livro fez sucesso porque há um certo monstro invisível que domina as coordenadas acadêmico-institucionais e sabe a hora de colocar um assunto ou não dentro do mundo original (vide o filme OBLIVION);
b) fez sucesso porque há certos sujeitos que determinam um campo de discussão em prol de seus próprios favores, muito comum no discurso do histérico-pseudo-comunista que tudo é culpa de um grupo de capitalistas ou da grande mídia, como o PIG (vide o filme THEY LIVE);
c) diante do contexto de crises que assolam o mundo contemporâneo, o uso do vocábulo O CAPITAL [do século xxi] chamou a atenção para o trabalho que se propõe a desafiar Marx (subentendido que Marx estaria certo no século xix, mas que não estaria corretamente adequado no século xxi), além do alto uso de gráficos e indagações científicas economicamente formuladas (vide PRIMEIRO COMO TRAGÉDIA, DEPOIS COMO FARSA);
d) diante do contexto e casando com o artigo do Paulo Arantes discutido, parece que o tema não só ganhou relevância para o debate da esquerda (capitalismo, sua reprodução, crise cíclicas, superações e tudo mais) como também para o outro lado (“o capital fugiu de nosso controle, precisamos de medidas que não destrua nosso paraíso… É preciso estudar o Capital, mas Marx pega mal, vamos ler Piketty agora mais do que nunca). Talvez esses horizontes, em última instância, estão se comprimindo e chegando em negatividade tal que chegaremos num comunismo verdadeiramente real: Uma sociedade em que TODOS ESTAREMOS FODIDOS!

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