Nota #2 [02/12/2014] (RJ-I)

A última reunião foi marcada pelas questões de direção do CEII. Foi uma excelente reunião em que pode mostrar a situação (gestacional) em que ele mesmo se encontra. Vários projetos e ideias para o ano de 2015 começam a tomar forma…

Algo muito complexo devindo de uma lógica também muito complexa nos convida a pensar a questão da Lei em Badiou. Para isso, poderíamos pensar a partir de um filme recente, The Edge of Tomorrow, onde há uma certa lógica e funcionamento do mundo numa rede determinativa diferente da ordinariedade mundana ‘normal’. Ou seja, há (-de novo) quatro cenas importantes: 2 limites (sendo que esses limites tem um ‘começo’ e um ‘fim’ específicos de cada um), 1 o caminho para os limites (a estória a partir do ‘início’ até o ‘fim’) e 1 absoluto negativo transversalizado que aparece apenas como espelho reflexo negativado de um modo de caminho dentro de um limite.

Vamos tentar analisar no caso concreto:

O filme começa com Tom Cruise já adulto, mas a impressão que se dá é que a história começa do zero. Em seguida, há um certo apagão e um segundo ato, o campo de batalha… (primeiro limite) Depois, a história se desenrola e desenvolve  em direção a um fim (caminho entre os limites) até que o (aparente)Inimigo é vencido e acaba a história. Agora, há algo que nos chama atenção porque depois de todo o caminho acabar, começa um outro começo (um outro limite), mas agora de outra forma e de outro caminho. Na verdade, devemos deixar um pouco vago para não desanimar os camaradas que não assistiram ao filme, mas essa última dimensão revela a lógica do filme num emaranhado muito mais complexo (além do que a questão do tempo repetido, que na verdade não é repetido, e os demais afetos e romances inseridos no longa). Enfim, falamos disso para se ter a noção de que a Lógica de Badiou não é simplesmente uma transposição de conceitos comuns para a teoria dele próprio, é necessário um esforço muito maior e encará-la como um Sujeito Vivo, ou seja, um corpo que tem sistemas e autorreprodução e autodestruição também, uma autoemergência e autoimergência dentro das padrões autolinguísticos e autoeventais.

Ainda iremos tratar desse assunto com mais calma quando o filme estiver mais popularizado e mais antigo. Esperamos uma discussão dessa primeira tentativa de provocação.

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