NOTA #3 [09/12/2014] (SP)

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São João aponta para o céu vazio:

Vazo de todo verso.

Pois o ventre celeste esta sempre no cio.

Poeta verseja agarrado ao fio

Pendulando sempre perto

Do que o bucho azul pariu

E mesmo que das origens eu saiba mil

É sempre vice-verso:

É sempre verso do céu vazio

Oh Significante!

Te torço e te torço

E acabo(-me) (con)torcendo por você

De troco, em troco

Perco sempre um deságio:

Esse Excesso, essa Falta,

Que não quer nunca se conter,

Que quer sempre remeter

E remeter…

E remeter…

Falo,

mas não é a palavra

que te fascina

Falo,

um pequeno “a”

nas entre-linhas

Falo,

Um semblante

que se esvai

Falo,

e do céu

um objeto cai

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