NOTA #4 [02/04/2015] (SP)

Ao que parece, pela leitura dos primeiro parágrafos da fala de Susan Buck-Morss, ela caminha para apontar para os problemas presentes na relação entre teoria e prática. Para tal, se vale de certos desdobramentos do processo revolucionário russo em que evidenciam um descompasso nessa relação.

A autora toma o sucesso da revolução socialista na Rússia, um país atrasado em termos industriais, para demonstrar como a prática obrigou a teoria a curvar-se perante ela. Uma vez que o resultado de tal processo apontou que o elo mais fraco do capitalismo eram os países em desenvolvimento, que viviam um processo de industrialização tardia, neles as revoluções socialistas obtiveram sucessos práticos (como é foi o caso de Cuba e Vietnã, por exemplo) e não, como previa Marx, nos países em que o capitalismo já estava consolidado.

Pelo que pude compreender, para dar conta da difícil articulação entre teoria e prática, ela reivindica certo protagonismo aos conceitos de tempo e espaço em Kant – viés ilusoriamente tido como superado pelos modelos de crítica do século passado. Como ela pretende realizar tal articulação ainda está confuso para mim, talvez isso se torne mais evidente com o transcorrer do texto.

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