NOTA #5 [26/02/2015] (SP)

Algumas pessoas ao pensarem sobre os avanços tecnológicos dos últimos tempos pensam também que esses avanços seriam os responsáveis pela “elevação do homem” e o fim das disputas de poder, das guerras, etc., de modo que o sistema de trabalho e as técnicas de produção seriam diferentes. No entanto, essa é uma análise rasa do sistema econômico e político no qual estamos inseridos.

Ao entendermos as relações de manipulação do sistema econômico e político, percebemos que a consequência de um sistema hierárquico e excludente como o capitalismo é a barbárie, logo os avanços tecnológicos incentivam ainda mais as disputas econômicas e políticas.

Para manter a ideia de “desenvolvimento”, o próprio sistema cria subterfúgios para desviar o olhar sobre o problema de base e diversos bodes expiatórios são escolhidos, o que gera mais exclusão em relação a certos grupos e culturas.

Então, há nessa rede de manipulação uma perversidade do sistema que se manifesta nas relações humanas. Desse ponto surgem questões sobre a relação entre perversidade e gozo. A perversão é um fazer gozar? É estando nesse gozar que o sujeito não percebe o excesso do sistema e se mantém agarrado às crenças?

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