NOTA #6 [14/10/2020] (RJ)

Na última reunião de outubro, algo foi dito sobre um nível da experiência militante que extrapola a corrente ideológica.
Para além da discussão sobre remuneração, acho que isso suscita uma discussão necessária sobre como o sofrimento causado pelo fracasso ou enfraquecimento de uma organização recai sobre o militante, como se ignorando as limitações pessoais e profissionais e acaba culpando (mesmo que indiretamente) determinado militante por não fazer as atividades e corres em geral suficientemente bem.
[justify]Acho que é muito fácil culpar simplesmente as atividades externas que realizamos, quando, na verdade, é a organização enquanto movimento que deve produzir certo efeito de deslocamento(?), no sentido de trazer a vida social (família, trabalho, estudos etc.) do militante para sua direção, em vez de afastá-la. E não como se houvesse uma linha que dividisse o que é responsabilidade do coletivo e o que é responsabilidade individual. Se estamos desanimados e desmotivados não é só pela pandemia ou porque estamos atolados de estudo ou de trabalho ou sofrendo desempregados, mas é principalmente porque a organização não conseguiu nos deslocar aí, não atingiu esses espaços centrais e orgânicos de nossa vida social.
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