NOTA #7 [15/07/2020] (RJ)

E se o CEII for a superação da forma-partido? Se a política após a crise da forma-partido precisa pensar como ir além da representação, uma série de respostas parecem possíveis. Se o partido não é bem uma parte de nada, mas um tipo de Excesso, uma coisa com funções para além do jogo representativo ao qual ele a princípio deveria servir, então talvez o partido deva “tomar parte”. Essa é em parte a conclusão do texto apresentado na última reunião pelo +1.

A Política do Excesso é uma ideia interessante. O excedente não tem bem uma função, o espaço que ele ocupa (ou que cria) é um espaço sem fim. Fazer política pelo excesso seria também fazer política que inverte a relação meios e fins, é fazer política por fazer, se organizar porque sim, porque talvez essa atividade já seja em si positiva para os organizandos. Se não há um grande evento no final, mas talvez o evento já seja o compromisso dos membros com uma organização, então o CEII é consequência de um evento já ocorrido. O CEII como organização sem fim, sem partido, sem identidade. Ou talvez como a organização do excesso, que se identifica com/pelo excesso d alógica de representação. Modula sua identidade pelo amálgama de questões, problemas, pautas trazidos pelos seus membros. CEII é seu próprio +1, aquilo que aparece meio a mais em relação à lógica que o estrutura. Somos todos nós membros e mais essa pessoa aí, esse tal de Círculo, que de algum modo parece nos envolver.

Obrigado pelo excesso, CEII. Nem te conheço e já te considero pacas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *