NOTA #7 [16/09/2020] (RJ)

Eu queria começar essa nota elogiando o projeto do CEII convida, e trazendo destaque para a apresentação do camarada Túlio, que foi muito boa.
Dito isso, nela, como em notas anteriores, se falou de Oniropolítica, o que me leva ao conteúdo dessa nota, também em diálogo com uma nota recente falando da preocupação com o futuro.
Se eu vivesse achando que tudo vai dar merda, eu não viveria, já teria entrado para o clube dos suicidas de plantão, me aplicado para o concurso público para ser funcionário do Estado Suicidário de que falou o Safatle. Uma forma de manter a sanidade mental nesse caos, pra mim, está em fazer oniropolítica: ter os sonhos como um fazer política por outros meios; e a política como viver sonhos por outros meios. Assim quando sonho com realidades possíveis, quando planejo projetos de realização futuros (individuais e sociais), opero politicamente até na dimensão da manutenção da motivação política para continuar agindo e disputando a realidade. Não é a política, assim como a ciência e a arte (e talvez tbm o amor pra deixar o velho Badiou satisfeito), uma forma de fazer sonhos (projetos de mundo?) se tornarem reais? Uma forma de concretizar o campo das ideações para transformar a realidade em vez de só interpretá-la?

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