NOTA #7 [23/09/2020] (RJ)

E se estamos todos presos no Planeta-Trabalho, se estamos fadados à condição universal da tensão entre proletarização (sob condições de exploração acentuadas) e precarização completa? Na era da superação do Trabalho pelo Capital como sujeito totalmente automatizado de sua auto-valoração (turubom, indústria 4.0?), da suprassunção das vidas e subjetividades pelo processo automático do neurocapitalismo cognitivo-algorítmico de redes e plataformas… O que nos resta fazer politicamente?
Ainda é uma missão válida encontrar o novo sujeito revolucionário universal em novos marginalizados (motoristas de aplicativos negros travestis…)? Recompor universalidades em mosaico, atravessando escalas segundo projetos éticos-econômicos-políticos-ecológicos(-ponha aqui o predicado que parecer necessário) não só parece ainda uma missão louvável, como talvez seja a única alternativa plausível para atingir massa crítica de movimentos, para sair do excessivamente local e atingir outros níveis de ação.
Vai ver a única saída para a dialética da subsunção pelo Planeta-Trabalho é apostar em seu ‘par negativo’ na forma de uma dialética do Trabalho-Planetário, necessariamente transescalar, multiníveis, polilógico etc etc etc…

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