NOTA #9 [20/10/2015] (RJ I)

É curioso notar como no capitulo três de “O século”, Badiou parte de uma premissa de que o século XX partiu de uma disjunção e não de uma síntese dialética entre vontade e necessidade. Esta primeira concepção é feita a partir de conceitos que ele toma emprestado de Deleuze e Nietzsche.

O que me chamou a atenção em específico foi sua menção ao pensador alemão, no sentido de que a Guerra necessária a paz, ou também chamada Guerra para acabar com todas as guerras (como ficou conhecida a I Guerra Mundial) de fato tem uma relação com a criação do Homem Novo. Assim como o cristianismo nasce de um ato violento que é a morte do próprio na cruz que da sentido a um nascimento do novo homem. Ou seja existem marcos que são precisamente violentos que definem a criação de uma nova ordem. É precisamente nesse ponto que me chamou a atenção o fato de que  em um dado momento que eu livremente prefiro definir como “momento limite” em que as atrocidades e a violência de uma guerra se situa para além do bem e do mal como menciona Badiou evocando Nietzsche.

Estas foram mnhas breves compreensões de o “irreconciliado” de Alain Badiou e a partir destas reflexões penso na relação que pode haver entre a barbárie de uma guerra em um momento limite que está para além do bem e do mal, estaríamos lidando com uma ética dos momentos limites, uma ética fundadora do novo homem?

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