Nota CEII SP #1 [09/06/2016]

Acho interessante que Badiou, ao falar da Revolução Cultural chinesa, use o termos “partido-estado”, designando assim “partido” e “estado” como se fosse uma coisa só. Podemos entender do texto que Badiou usa assim este termo para designar a tendência à “normatização” do processo revolucionário, ou, como no velho jargão da esquerda, seu processo de burocratização.

Mas eu acho que seria necessário desdobrar melhor os termos para entendermos melhor a relação entre partido e estado, que na China parece ser bastante exemplar e reflete alguns do problemas do Brasil. Como se deu essa tensão entre o partido comunista e o estado, como exatamente um tentava se diferenciar do outro nesse processo de “normatização”? Um estudo sobre este ponto poderia ser bem proveitoso

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